Os encontros com pessoas de quem de cor se sabe o nome, o trabalho, os projectos, mas não algo simples como o aspecto ou o tom de voz, sempre me impressionaram. Por saber que podia ter descoberto antes os pormenores que nessa pessoa encontraria, e ter resistido ao facilitismo, ter esperado para ver, esperado para ouvir. Esperado para apreciar e apreender.
O que encontrei, foi um homem simples - porque será que os mestres são sempre simples, e falam da vida como quem realmente vive? -, de horizontes abertos, que nos contou a sua história, nos introduziu a sua obra, nos mostrou o seu interior, nos provocou com o seu inteligente sarcasmo e de uma forma geral, nos disse de frente que o mundo existe e está cá para ser explorado, para ser aprofundado, para ir mais além.
Foi uma conversa frutífera - como só poderia ser quando se fala com alguém que nos sabe mostrar outros lados do prisma... nas próprias palavras de Rui Horta: "Não é só o que vemos, é como vemos o que vemos."
Quase sempre temos tudo diante dos nossos olhos. Basta abri-los, esquecer o mundo e deitar mãos à obra.
Obrigada Mestre Rui Horta,
e obrigada à Beatriz e ao João, que nos deram a oportunidade deste contacto.
AOS MEUS ALUNOS
Há 8 anos
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